
Todos já devem estar sabendo da chacina que o estudante “Cho” cometeu na semana passada em uma Universidade dos Estados Unidos. Gostaria aqui de ressaltar a matéria que li no site do Terra (segue abaixo). Mais uma vez, temos a prova da quantidade de recursos e a facilidade em acessá-los que uma pessoa tem para divulgar suas ações. Ela mostra a velocidade da informação e da comunicação até mesmo com “tragédias”. O estudante “Cho”, depois de cometer os dois primeiros assassinatos, entrou em uma sala da própria universidade e fez um vídeo, "comentando" o porquê da barbárie. Ele culpou a sociedade em que vive! Ele, obviamente, não era uma pessoas normal. As passagens que teve pelos consultórios da universidade com psicólogos já provavam isso, mas ninguém pôde ou teve tempo de detê-lo. Feito este vídeo, ele fez um pacote para enviar a NBC pelo correio. Dentro deste pacote haviam fotos dele com armas e o próprio vídeo dizendo o porque da matança. Entregou no correio (inclusive com código postal errado) e o pacote chegou a NBC dois dias depois da postagem.
O jovem teve tempo de fazer tudo isso, e ainda invadir mais quartos e matar mais 30 estudantes! Logo após, se suicidou!
Acho incrível pensar como isso ainda acontece! Como uma pessoa pode ser atordoada e cometer este tipo de crime, sendo que há dias atrás ele vivia em sociedade e seus colegas não imaginavam que ele poderia cometer crimes como estes. Matou a sangue frio, pessoas que via pela frente ... conhecendo-as ou não, simplesmente por não ser quem ele gostaria de ser. Pelo menos, foi isso que entendi! Esta foi a forma dele mostrar a sociedade e aos seus colegas que ele era alguém, identidade, personalidade! Inclusive relatou como exemplo e “inspiração” o caso da escola Columbine.
Mais uma vez, é a modernidade liquida fazendo parte de nossas vidas! De forma fácil, este garoto comprou uma arma e tirou a vida de 32 pessoas. Passou despercebido pelos corredores da universidade, e inclusive, pelos correios. Ninguém notou nada de estranho no material que “Cho” estava enviando para a NBC.
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Link: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1558876-EI4802,00.html
Quinta, 19 de abril de 2007, 10h08 Atualizada às 11h49'Jornalismo cidadão' se destaca em cobertura da trágédia nos EUA
Blogs, SMS de celulares e sites de rede social como o MySpace, além de redesenhar a comunicação contemporânea, tiveram um papel-chave na difusão rápida de informação entre os cidadãos sobre o massacre na universidade da Virgínia.
O fenômeno, conhecido como "jornalismo cidadão", permitiu que os trágicos eventos desta segunda-feira fossem retransmitidos com um imediatismo e uma dramaticidade aos quais a imprensa tradicional simplesmente não foi capaz de se igualar.
Robin Hamman, responsável pelo departamento de blogs da "BBC" em Londres e autor de blogs "www.cybersoc.blogs.com", foi um dos que consultou a web para encontrar os primeiros relatos da tragédia na Virgínia.
Foi justamente no site "www.LiveJournal.com" que uma das primeiras declarações sobre o incidente apareceram. Na página, foi divulgada uma mensagem de "Paul", cuja namorada ficou ferida no tiroteio que tirou a vida de 32 pessoas.
O relato de "Paul" descrevia cenas de terror, a valentia de "Kate", e como ela e outro estudante puseram carteiras contra a porta para evitar que o agressor entrasse na sala de aula.
A Polícia identificou nesta terça-feira Cho Seung-Hui, um estudante coreano de 23 anos, como sendo o autor do massacre.
A informação foi incluída pela "BBC" em suas reportagens de TV e, posteriormente, também foi utilizada pela emissora americana "ABC".
Poucas horas depois de Hamman acessar o "www.LiveJournal.com", vários meios de comunicação colocaram mensagens no site pedindo que "Paul" entrasse em contato com eles.
Jamal Albarghouti é outro "jornalista acidental" procedente do Oriente Médio, que ganhou fama após gravar nesta segunda-feira com seu celular cenas do campus da Virgínia, nas quais podiam ser ouvidos alguns disparos. No mesmo vídeo, usuários da web podiam ver a Polícia se dirigindo ao Norris Hall da faculdade de Engenharia, onde foi registrado o maior número de vítimas.
As cenas de Albarghouti foram repetidas várias vezes pela rede de TV americana "CNN".
O site do canal de notícias sobre economia "MSNBC" também usou as mensagens de texto de Laura Anne Spaventa, uma estudante de 20 anos da Universidade da Virgínia que tinha enviado vários SMS para seu irmão.
Igualmente importante na cobertura da tragédia foi o Facebook, acessado por estudantes da universidade pouco depois do primeiro tiroteio para se comunicar com seus amigos e familiares, além de debater o porquê das autoridades universitárias não terem atuado com mais rapidez.
O Facebook, site criado em 2004 por um estudante de Harvard, tem mais de 20 milhões de usuários no mundo todo e é uma das dez páginas mais visitadas.
O fenômeno marca o que alguns batizaram de "a maturidade dos meios de comunicação digitais", que, segundo os especialistas da área, ganha cada vez um papel mais importante.
"Os últimos dias apontam para um futuro em que é provável que o público acesse primeiro os blogs e outras formas de imprensa participativa para obter um relato de primeira mão", disse Hamman em seu blog.
Segundo o jornalista da "BBC", os meios de comunicação tradicionais ainda têm a missão de confirmar os relatos, oferecer dados comprovados e colher comentários de fontes seguras.
"A imprensa tradicional também deveria ter um papel no momento de unir, destacar e compartilhar os vínculos do material que já aparece na Internet e que é obra de profissionais e não profissionais", frisa Hamman.
Apesar de a grande importância informativa que os cidadãos desempenharam na tragédia da Virgínia, esta não é a primeira vez que algo deste tipo acontece.
O ataque ao metrô de Londres em julho de 2005 e o golpe militar na Tailândia no final do ano passado são outros dois exemplos nos quais os cidadãos se transformaram em jornalistas com a ajuda dos últimos avanços tecnológicos.
O jovem teve tempo de fazer tudo isso, e ainda invadir mais quartos e matar mais 30 estudantes! Logo após, se suicidou!
Acho incrível pensar como isso ainda acontece! Como uma pessoa pode ser atordoada e cometer este tipo de crime, sendo que há dias atrás ele vivia em sociedade e seus colegas não imaginavam que ele poderia cometer crimes como estes. Matou a sangue frio, pessoas que via pela frente ... conhecendo-as ou não, simplesmente por não ser quem ele gostaria de ser. Pelo menos, foi isso que entendi! Esta foi a forma dele mostrar a sociedade e aos seus colegas que ele era alguém, identidade, personalidade! Inclusive relatou como exemplo e “inspiração” o caso da escola Columbine.
Mais uma vez, é a modernidade liquida fazendo parte de nossas vidas! De forma fácil, este garoto comprou uma arma e tirou a vida de 32 pessoas. Passou despercebido pelos corredores da universidade, e inclusive, pelos correios. Ninguém notou nada de estranho no material que “Cho” estava enviando para a NBC.
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Link: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1558876-EI4802,00.html
Quinta, 19 de abril de 2007, 10h08 Atualizada às 11h49'Jornalismo cidadão' se destaca em cobertura da trágédia nos EUA
Blogs, SMS de celulares e sites de rede social como o MySpace, além de redesenhar a comunicação contemporânea, tiveram um papel-chave na difusão rápida de informação entre os cidadãos sobre o massacre na universidade da Virgínia.
O fenômeno, conhecido como "jornalismo cidadão", permitiu que os trágicos eventos desta segunda-feira fossem retransmitidos com um imediatismo e uma dramaticidade aos quais a imprensa tradicional simplesmente não foi capaz de se igualar.
Robin Hamman, responsável pelo departamento de blogs da "BBC" em Londres e autor de blogs "www.cybersoc.blogs.com", foi um dos que consultou a web para encontrar os primeiros relatos da tragédia na Virgínia.
Foi justamente no site "www.LiveJournal.com" que uma das primeiras declarações sobre o incidente apareceram. Na página, foi divulgada uma mensagem de "Paul", cuja namorada ficou ferida no tiroteio que tirou a vida de 32 pessoas.
O relato de "Paul" descrevia cenas de terror, a valentia de "Kate", e como ela e outro estudante puseram carteiras contra a porta para evitar que o agressor entrasse na sala de aula.
A Polícia identificou nesta terça-feira Cho Seung-Hui, um estudante coreano de 23 anos, como sendo o autor do massacre.
A informação foi incluída pela "BBC" em suas reportagens de TV e, posteriormente, também foi utilizada pela emissora americana "ABC".
Poucas horas depois de Hamman acessar o "www.LiveJournal.com", vários meios de comunicação colocaram mensagens no site pedindo que "Paul" entrasse em contato com eles.
Jamal Albarghouti é outro "jornalista acidental" procedente do Oriente Médio, que ganhou fama após gravar nesta segunda-feira com seu celular cenas do campus da Virgínia, nas quais podiam ser ouvidos alguns disparos. No mesmo vídeo, usuários da web podiam ver a Polícia se dirigindo ao Norris Hall da faculdade de Engenharia, onde foi registrado o maior número de vítimas.
As cenas de Albarghouti foram repetidas várias vezes pela rede de TV americana "CNN".
O site do canal de notícias sobre economia "MSNBC" também usou as mensagens de texto de Laura Anne Spaventa, uma estudante de 20 anos da Universidade da Virgínia que tinha enviado vários SMS para seu irmão.
Igualmente importante na cobertura da tragédia foi o Facebook, acessado por estudantes da universidade pouco depois do primeiro tiroteio para se comunicar com seus amigos e familiares, além de debater o porquê das autoridades universitárias não terem atuado com mais rapidez.
O Facebook, site criado em 2004 por um estudante de Harvard, tem mais de 20 milhões de usuários no mundo todo e é uma das dez páginas mais visitadas.
O fenômeno marca o que alguns batizaram de "a maturidade dos meios de comunicação digitais", que, segundo os especialistas da área, ganha cada vez um papel mais importante.
"Os últimos dias apontam para um futuro em que é provável que o público acesse primeiro os blogs e outras formas de imprensa participativa para obter um relato de primeira mão", disse Hamman em seu blog.
Segundo o jornalista da "BBC", os meios de comunicação tradicionais ainda têm a missão de confirmar os relatos, oferecer dados comprovados e colher comentários de fontes seguras.
"A imprensa tradicional também deveria ter um papel no momento de unir, destacar e compartilhar os vínculos do material que já aparece na Internet e que é obra de profissionais e não profissionais", frisa Hamman.
Apesar de a grande importância informativa que os cidadãos desempenharam na tragédia da Virgínia, esta não é a primeira vez que algo deste tipo acontece.
O ataque ao metrô de Londres em julho de 2005 e o golpe militar na Tailândia no final do ano passado são outros dois exemplos nos quais os cidadãos se transformaram em jornalistas com a ajuda dos últimos avanços tecnológicos.
Um comentário:
A sociedade tem sua parcela de culpa perante ao cidadão, porem nao podemos culpa-la por uma barbaridade dessa. Como foi dito ele ja tinha passagem por psicologos.
Muito bom os comentarios.
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